Quando falamos em mercado imobiliário, falar de preços e localização é só parte da história do que motiva a compra de um imóvel.
A decisão de comprar um imóvel está cada vez mais conectada a motivações emocionais, circunstanciais e econômicas.
Entender essas motivações é essencial para quem pretende investir com segurança ou oferecer imóveis que realmente se alinhem com o que os compradores buscam.
Pesquisas recentes da Brain Inteligência Estratégica trazem à luz quais são essas motivações no Brasil de 2025, mostrando que, mesmo diante de juros elevados e inflação persistente, o desejo de ter um imóvel próprio se mantém forte.

Panorama recente: a intenção de compra está em alta
De acordo com levantamento da Brain Inteligência realizado no 2º trimestre de 2025, o percentual de brasileiros que manifestam intenção de adquirir um imóvel nos próximos 24 meses chegou a 49%, algo que representa o maior patamar já registrado em sua série histórica.
Mesmo com a taxa básica de juros (Selic) ainda elevada, isso mostra que muitos veem a casa própria não apenas como um objetivo de uso, mas como parte de uma estratégia de vida ou de investimento.
Na pesquisa do 1º trimestre de 2025, realizada com cerca de 1.200 pessoas de todas as regiões do Brasil, a média nacional de intenção de compra se manteve expressiva, girando em 44%, com destaque para a Região Sudeste, que lidera esse indicador, registrando 61%.
Isso indica que embora o mercado enfrente dificuldades macroeconômicas, há confiança por parte dos consumidores, especialmente em regiões com maior densidade urbana, mais infraestrutura e oportunidades de emprego.

Mas afinal, o que motiva a compra de um imóvel?
Uma das motivações mais consistentes e citadas em diferentes levantamentos é o desejo de deixar de pagar aluguel.
Muitas pessoas sentem que o valor gasto mensalmente com aluguel poderia estar investido em algo próprio, e isso é um fator emocional de segurança e patrimônio. Na pesquisa do 1T/2025, essa motivação aparece como a principal para cerca de 32% dos entrevistados.
Outra motivação que aparece forte nas pesquisas é a vontade de trocar de imóvel por algo maior ou com melhores condições, seja em localização, qualidade construtiva ou serviços associados.
Quem já tem moradia, mas sente limitações de espaço, conforto ou infraestrutura, tende a buscar esse “upgrade”. Na pesquisa mais recente, isso apareceu para 34% dos participantes como motivo relevante.
Momentos de transição pessoal (casamento, chegada de filho, mudança de cidade, independência) também são forças motrizes para que muitas pessoas decidam comprar.
A pesquisa da Brain aponta que cerca de 45% dos entrevistados enxergam a compra de imóvel como parte de uma fase de mudança de vida.
Para muitos, o imóvel não é apenas para morar, mas também para investir. A percepção de que imóveis bem escolhidos se valorizam ao longo do tempo, combinada ao fato de haver demanda para aluguel ou revenda, faz com que o investimento imobiliário seja visto como algo seguro ou relativamente seguro diante de alternativas.
Na pesquisa mais recente da Brain, 15% dos que manifestaram intenção de compra o faz motivados pelo investimento.
Além disso, a motivação para comprar imóvel muda bastante conforme quem está tomando essa decisão.
Pessoas de classes de renda mais alta têm, como esperado, maior intenção de compra. Por exemplo, entre aqueles que ganham acima de R$ 20.000 mensais, a intenção de compra chega a 58%.
Já entre faixas de renda intermediária a mais baixa, o percentual cai, mas permanece significativo. Isso mostra que há mercado em vários segmentos, embora com diferentes possibilidades de investimento.
Quanto à geração, a Geração Z (mais jovens) lidera nas intenções, seja para sair do aluguel, sair da casa dos pais, ou para estabelecer moradia com mais autonomia.
Gerações mais velhas também têm motivações distintas como, por exemplo, buscar bem-estar, imóvel com mais conforto ou mudar para uma moradia que se adeque às necessidades da idade ou estilo de vida.

Desafios que moldam essas intenções
Apesar de todo otimismo, há obstáculos reais que os compradores enfrentam. O crédito mais caro, as altas taxas de juros, a dificuldade de acesso a financiamentos favoráveis ou condições de entrada ainda pesam bastante.
Muitas pessoas adiam a compra por não conseguir compor a entrada ou por receio dos encargos financeiros. Além disso, há preocupação com a valorização futura: quem compra quer ter segurança de que o imóvel não vai desvalorizar ou será difícil de vender ou alugar.
Outro ponto importante é que, embora a intenção de compra seja alta, a efetivação depende também de fatores externos, como estabilidade econômica, política de crédito imobiliário, oferta de bons empreendimentos ou mesmo da credibilidade da construtora e da localização. Esses fatores são decisivos para tornar a intenção uma ação concreta.
Por essa razão, aqui na Andaza, temos todo o cuidado de trabalhar apenas com construtoras de credibilidade e com investimentos que tragam um excelente retorno para os clientes.

Comprar imóvel não é mais só sonho, é estratégia pessoal
As pesquisas mais recentes da Brain Inteligência mostram que, no Brasil de 2025, comprar um imóvel vai muito além de simplesmente ter um espaço para morar.
É uma decisão que responde a desejos pessoais, fases de vida, vontade de estabilidade, investimento, status, independência. É também um reflexo de confiança na economia, no futuro, em si mesmo, mesmo em contexto de juros e inflação.
Para o comprador, entender suas motivações é chave para uma escolha mais consciente. Para quem investe ou oferece imóveis, compreender essas motivações é essencial para desenvolver produtos que realmente ressoem com o que o mercado está demandando.
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